Auxílio emergencial: governadores pedem a volta de parcelas de R$ 600

Governadores querem a volta do auxílio emergencial no valor de R$ 600. Nesta quarta-feira (24), 16 governadores assinaram uma carta aos presidentes da Câmara dos Deputados e ao Senado pedindo a aprovação de um auxílio com o mesmo valor critérios que haviam no ano passado para recebimento do benefício.

No documento, os representantes estaduais destacam a crise sanitária vivida no País por causa da covid-19 e a necessidade de um apoio financeiro aos mais pobres.

“Temos o cenário dramático de quase 300 mil vidas perdidas. Diariamente, vemos recorde de mortes, lotação de leitos hospitalares, ameaça de falta de medicamentos e esgotamento das equipes de saúde. O calendário nacional de vacinação e a obtenção de novas doses de imunizantes contra a Covid-19 estão mais lentas do que as respostas que precisamos para reverter esse quadro”, diz a carta.

De acordo com o G1, o governo federal avalia a criação do novo auxílio emergencial com mudança nas regras de recebimento e nos valores do benefício. As novas regras estão em uma medida provisória assinada na última quinta-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro e prevê o pagamento de quatro parcelas mensais, até julho.

Foram definidos pagamentos de R$ 150 para pessoas solteiras, R$ 250 para casais e R$ 375 para mães que sustentam individualmente suas famílias — apenas uma pessoa por família será beneficiada.

Veja os governadores que assinam

Renan Filho – Governador do Estado de Alagoas

Waldez Góes – Governador do Estado do Amapá

Rui Costa – Governador do Estado da Bahia

Camilo Santana – Governador do Estado do Ceará

Renato Casagrande – Governador do Estado do Espírito Santo

Flávio Dino – Governador do Estado do Maranhão

Reinaldo Azambuja – Governador do Estado de Mato Grosso do Sul

Helder Barbalho – Governador do Estado do Pará

João Azevêdo – Governador do Estado da Paraíba

Ratinho Junior – Governador do Estado do Paraná

Paulo Câmara – Governador do Estado de Pernambuco

Wellington Dias – Governador do Estado do Piauí

Fátima Bezerra – Governadora do Estado do Rio Grande do Norte

Eduardo Leite – Governador do Estado do Rio Grande do Sul

João Dória – Governador do Estado de São Paulo

Belivaldo Chagas – Governador do Estado de Sergipe

Leia na íntegra a carta

Temos o cenário dramático de quase 300 mil vidas perdidas. Diariamente, vemos recorde de mortes, lotação de leitos hospitalares, ameaça de falta de medicamentos e esgotamento das equipes de saúde. O calendário nacional de vacinação e a obtenção de novas doses de imunizantes contra a Covid-19 estão mais lentas do que as respostas que precisamos para reverter esse quadro.

Agir contra esse cenário requer medidas sanitárias e garantia de uma renda emergencial. Somente com essas medidas seremos capazes de evitar o avanço da morte. Por isso, entendemos que a redução dos valores do auxílio emergencial é inadequada para a eficácia da proteção da população. Enquanto a vacinação não acontecer em massa, precisamos garantir renda para a população mais vulnerável.

Por isso, solicitamos ao Congresso Nacional que disponibilize os recursos necessários para o Auxílio Emergencial em níveis que superem os valores noticiados de R$ 150,00, R$ 250,00 e R$ 375,00.

Exatamente há um ano, no início da pandemia, os Governadores manifestaram-se favoráveis à implantação de uma renda básica no País. Hoje, mais do que nunca, é comprovada a sua necessidade, urgência e o impacto que se pode alcançar. Por isso, neste momento, defendemos auxílio emergencial de R$ 600,00, com os mesmos critérios de acesso de 2020.

Não obstante o exposto acima, os signatários desta carta entendem a importância de o País não se desviar de seu compromisso com a responsabilidade fiscal. É importante entender o esforço de mitigação da crise atual para os mais vulneráveis como extraordinário e temporário. Logo à frente precisaremos voltar a uma trajetória de ajustamento fiscal que compatibilize os necessários programas sociais com um financiamento responsável dos mesmos.

Brasília, 24 de março de 2021.”

IstoÉ Dinheiro

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