Com filho internado em UTI com suspeita de covid-19, pedagoga de Garanhuns cai em golpe de falso médico e perde seis mil reais

A pedagoga Fabiana França Vidal mora em Garanhuns e está com o filho, de 24 anos, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, com suspeita de Covid-19. A reportagem é foi feita pelo repórter Diogo Franco, para o  AB TV.


Na manhã da terça-feira (5), ela recebeu um telefonema de uma pessoa que se passou por um médico. Essa pessoa falou que precisava fazer um exame no filho de Fabiana e necessitava da autorização dela. Também disse que o custo para realizar o procedimento era de quase R$ 6 mil.

“Meu filho está internado na UTI de um hospital. Diante do quadro dele, hoje de manhã, ligou um médico para mim e disse que ele teria feito um novo exame e que meu filho tava com uma infecção grande no pulmão e um coágulo. E seria necessário fazer um procedimento que a Unimed só iria autorizar após dez dias ,e que ele não poderia esperar esse tempo todo, porque era urgente. Então, fui perguntada se eu autorizava fazer particular. E eu autorizei, lógico, porque o que eu quero é a cura do meu filho”, afirmou Fabiana.


Para salvar o filho, que está entubado desde a sexta-feira (1º), a pedagoga transferiu a quantia que foi pedida. Somente depois ela se deu conta de que tinha caído em um golpe.


“Essa pessoa se passou por médico e chegou a dizer que era diretor clínico da UTI. Na hora eu me desesperei, e eu só pensei em fazer a transferência do dinheiro e ele também chegou a dizer os documentos que eu precisava para ser reembolsada pela Unimed. Depois fiz a transferência, antes ainda tive um problema, pois meu aplicativo não permitia aquele limite e ele ainda ficou ligando pra saber se eu já tinha concluído a transferência. Eu avisei que já estava no banco para concluir a transferência completa e ele disse que já tinha autorizado o procedimento e que já estava sendo feito o procedimento, e que uma hora depois ele me daria notícias do meu filho” diz a mãe.

Segundo Fabiana, só após chegar em casa percebeu que tinha caído em um golpe. “Quando eu terminei de transferir isso, assim que cheguei em casa, me deu um estralo e pensei que tinha caído em um golpe. Logo após resolvi ligar para o hospital e falei direto com a assistente social, e ela disse que achava que isso não procedia, que iria entrar em contato com o pessoal da UTI para saber o estado do meu filho, mas que eu solicitasse ao banco o estorno. Daí liguei para o gerente que é meu amigo e ele me informou que já havia sido sacado, sacaram na mesma hora. Sacaram uma parte no caixa eletrônico 24 horas, outro saque no caixa aqui e fizeram três transferências”, fala.


Fabiana França Vidal esteve na Delegacia de Polícia Civil de Garanhuns e denunciou o caso. A pedagoga explicou que o golpe foi dado direto do estado do Mato Grosso. “Conseguiram localizar e agência bancária, os saques foram feitos no Mato Grosso. Já fiz o boletim de ocorrência, e a partir disso iremos tentar descobrir para quem foi transferido, para que saibamos quem são as outras pessoas envolvidas. Porque eles sabiam tudo, meu número, número da minha prima que está lá cadastrada no hospital, sabiam nome do meu filho completo, sabiam a doença que ele tinha e foram direto no ponto fraco que é a doença do pulmão. Ficou claro que eles tinham acesso a tudo”, declarou.

O diretor financeiro da Unimed Caruaru, Pedro Melo, informou que assim que tomou conhecimento sobre o ocorrido, o hospital entrou em contato com a vítima, registrou um Boletim de Ocorrência e iniciou um processo interno de apuração para saber se houve uma fragilidade de dentro para fora. ” O nosso objetivo é chegar ao mais perto possível de como isso se projetou. Não existe nenhum tipo de cobrança da Unimed por telefone, ela convoca o usuário para resolver algum tipo de problema, caso exista. Nenhum tipo de procedimento necessário precisa ser pago em espécie”, declara o diretor.


Do G1

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