Desigualdade bate recorde no Brasil, mostra estudo da FGV

O 1% mais rico da população, no entanto, teve quase 10% de aumento no poder de compra desde o fim de 2014

ECONOMISTAS DISCUTEM MODELOS ECONÔMICOS, AJUSTES E SACRIFÍCIOS DE FORMA TOTAL E SE ESQUECEM DAS MAZELAS DO POVO

“Nem mesmo em 1989, que constitui o nosso pico histórico de desigualdade brasileira, houve um movimento de concentração de renda por tantos períodos consecutivos.”, diz o texto introdutório do estudo ‘A Escalada da Desigualdade’, publicado nesta quinta-feira 15 pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, o FGV Social. A análise destaque do estudo diz sobre uma escalada da desigualdade social nos últimos 4 anos.

Já são 17 trimestres analisados em que a fatia mais abastada dos brasileiros se distancia cada vez mais da parcela mais carente. Enquanto a renda da metade mais pobre da população caiu cerca de 18%, somente o 1% mais rico teve quase 10% de aumento no poder de compra. A principal motivação para tal discrepância, segundo o estudo, foi o desemprego.

NA COLUNA VERTICAL, O INDICADOR DE GINI; NA HORIZONTAL, A INDICAÇÃO DOS TRIMESTRES (1902 SIGNIFICA, POR EXEMPLO, 2º TRIMESTRE DE 2019). (FONTE: FGV SOCIAL)

Foram considerados os estudos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), feita pelo IBGE nas residências brasileiras, e o índice Gini, medidor global de desigualdade. Neste índice, quanto mais próximo a 1, mais desigual é o País em questão.

fonte: Carta Capital https://www.cartacapital.com.br/sociedade/desigualdade-bate-recorde-no-brasil-mostra-estudo-da-fgv/

Giovanna Galvani
GIOVANNA GALVANI É repórter do site de CartaCapital.

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