Pernambuco estuda lockdown e já pediu apoio do Exército

Pernambuco estuda punir quem sair sem máscara.

 (Foto: YouTube/Reprodução)

O Governo de Pernambuco não sinalizou iniciativas para um lockdown, bloqueio que representa a medida mais severa na pandemia, sem que exista apoio do governo federal. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (4), o secretário de saúde André Longo afirmou que a gestão estadual pediu ao Ministério de Saúde mais apoio para intensificar o isolamento, mas não teve nenhuma resposta até então. “Nós fizemos questão de pedir para que houvesse uma manifestação pública, mas infelizmente não temos uma unidade nacional que nos permita trabalhar para construir um lockdown”, disse Longo. Nesta segunda-feira (4), a SES-PE confirmou 220 novos casos e 39 óbitos da Covid-19 no estado, que totaliza 8863 casos já confirmados, sendo 5470 graves e 3393 leves.

ientistas sugeriram ao governo ‘lockdown parcial’

Desde a semana passada, com a taxa de ocupação de leitos acima dos 90%, grupos de cientistas de Pernambuco têm sugerido ao governo o endurecimento da quarentena. Em reuniões mantidas para discutir panoramas da crise com autoridades sanitárias, os pesquisadores defendem a aplicação de “lockdown parcial”.

“Em outros país, houve um fechamento radical, com as Forças Armadas nas ruas e as pessoas sendo multadas por sair de casa, mas a realidade social e econômica é incompatível com a nossa”, disse José Luiz de Lima Filho, diretor do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ao Estado.

“Fazer o bloqueio total no Recife seria extremamente difícil e poderia causar uma revolta popular, com efeito muito pior”, afirmou o pesquisador. “Mas precisamos reduzir o número de carros e de ônibus nas ruas, fazer barricadas para diminuir o deslocamento entre as regiões: tudo isso é possível”, afirmou.

Para Lima Filho, aglomerações recentes e o afrouxamento do isolamento social tem impactado diretamente no aumento de casos, principalmente no Recife. “Hoje, estamos com risco grande de ter colapso no sistema de saúde”, disse. “Se fizermos agora uma coisa mais rígida, vamos ganhar lá na frente com a abertura social mais rápida.”

Diario de Pernambuco

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